quinta-feira, 25 de junho de 2009

Aluna disléxica não tinha direito a mais meia hora no exame

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), Albino Almeida, esclareceu, em declarações ao PÚBLICO, que quando acusou os professores de “desumanidade” se baseou na informação que lhe tinha sido dada e que verificou ser “falsa". De acordo com essa informação num "exame de Português do 9.º ano tinha sido negada a uma criança com dislexia a meia hora suplementar a que, por lei, têm direito todos os alunos”.

“Mantenho o que disse à TSF: se isso se tivesse verificado, tratar-se-ia de um acto desumano e eu faria queixa à Inspecção-Geral de Educação. Mas, entretanto, já me garantiram que os pais da aluna reclamavam mais meia hora para além da meia hora suplementar, o que, de facto, de acordo com a lei, não lhe poderia ser concedido”, admitiu Albino Almeida.

O caso, que durante o dia de hoje marcou o noticiário de vários órgãos de comunicação social, teve origem na denúncia do pai de uma aluna da EB 2,3/Sec de Oliveira de Frades, que estaria convencido de que a filha teria direito a uma hora de tempo suplementar.

Em anos anteriores, a legislação concedia aos alunos com dislexia mais meia hora para além do tempo definido para a realização dos exames. Mas este benefício, através do ponto n.º 26 do despacho 3536/2009, de 28 de Janeiro foi, este ano, alargado à totalidade dos alunos, que puderam também, caso assim o desejassem, permanecer nas salas de exame durante mais 30 minutos.

Na norma 02/EB/2009 para a realização de exames, que data de Abril passado, “é claramente definido”, como sublinhou a directora da escola EB 2,3/Sec de Oliveira de Frades, Isabel Carvalho, “que ‘os alunos com dislexia apenas podem usufruir da tolerância de tempo estipulada’ naquele ponto", ou seja, dos tais 30 minutos.

No caso das crianças com esta necessidade educativa específica, a escola deverá, sim, enviar para o agrupamento de exames “uma ficha para efeitos da não penalização na classificação por erros característicos da dislexia”, o que, segundo Isabel Carvalho, foi feito pela direcção EB EB 2,3/Sec de Oliveira de Frades.

Ao fim da tarde de hoje, o Ministério da Educação (ME) confirmou, em comunicado, as declarações da directora da escola do distrito de Viseu. Albino Almeida, da CONFAP, disse, em declarações ao PÚBLICO, “que nunca algum pai ou encarregado de educação reclamou mais do que a meia hora suplementar”. Assegurou, contudo, que, “se tal vier a acontecer, o defenderá junto do ME”.

Posição diferente tem Manuel Rodrigues, da direcção do Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC/Fenprof). O sindicalista argumenta que a concessão de um período de 30 minutos de tolerância a todos os alunos, este ano, impunha, “como medida de discriminação positiva, a atribuição de uma tolerância adicional aos alunos com problemas da área da dislexia”.

Manuel Rodrigues disse ainda ter conhecimento de uma outra escola do distrito em que alunos disléxicos fizeram a prova. Mas acrescentou que, nesse outro caso, as crianças não necessitaram de mais do que a meia hora suplementar.

Público

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dia da Família - Desporto Escolar - 15 de Maio

Foi feito um desafio a todos os agrupamentos e escolas para desenvolverem neste dia actividades com as famílias de Alunos e Funcionários quer docentes quer discentes.

O tipo de actividades a desenvolver estarão dependentes do projecto educativo de cada escola e das capacidades de organização e oferta da mesma. Poderá ir de uma simples caminhada, até outras actividades mais complexas que promovam o convívio e a actividade física.

Deverá ser uma organização com o envolvimento das respectivas Associações de Pais.

Para além desta proposta a todas as escolas a DGIDC está a desenvolver um Programa de Actividades variadas, com o apoio de várias Federações Desportivas, que terá lugar no Complexo Desportivo do Estádio do Jamor, disponibilizado para o efeito pelo IDP.

Para este grande evento serão convidadas todas as Escolas do Concelho de Oeiras e escolas da Amadora e Lisboa que mostrem interesse na sua participação.

Estão já programadas actividades como Caminhada Gímnica para vários níveis de participantes, Actividades com cordas (saltar à corda), BTT, actividades aquáticas, Canoagem e outras.

Paralelamente e também englobada nas actividades com as escolas de Setúbal no âmbito dos Campeonatos Nacionais do Desporto Escolar, a DGIDC está a prever uma actividade para as famílias, no Concelho de Setúbal, neste dia.

Powerpoint - O que fazer no caso de ocorrer um sismo...


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box


sábado, 9 de maio de 2009

Powerpoint - Sismologia


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box


Conteúdo - Impacto dos sismos na Humanidade

Os sismos têm tido um grande impacto ao longo da história da Humanidade, tendo gerado milhões de vítimas, incluindo mortos, feridos e desalojados. As principais causas destes números alarmantes resultam de três grandes grupos de factores.
Em primeiro lugar, a localização de centros urbanos por vezes mesmo grandes cidades, bem como estâncias balneares, ocorre em zonas de grande incidência sísmica. É o que acontece, por exemplo, no Japão e no Sudeste Asiático.
Ainda recentemente pudeste constatar as consequências deste factor no sismo do Sudeste Asiático de Dezembro de 2004 e do enorme e tsunami devastador gerado.
Em segundo lugar, em muitos locais do mundo existe uma fraca qualidade dos edifícios, quer sejam de habitação, de unidades industriais ou de complexos turísticos, à qual se junta uma inadequação a situações de sismo ao nível de construção, sobretudo das suas fundações e estruturas. Estes aspectos provocam um comportamento deficiente destas construções que, por vezes, desmoronam por completo.
Finalmente, um factor de grande influência nas consequências gravosas dos sismos relaciona-se directamente com a população, ou seja, com cada um de nós.

O desconhecimento das medidas de prevenção, assim como a falta de informação sobre o que fazer em termos de atitudes e comportamentos em caso de emergência, são um bom exemplo deste factor.

A protecção das populações que vivem em países localizados em regiões sísmicas passa também pela actuação do Estado a diferentes níveis, nomeadamente:

- na avaliação do risco sísmico por técnicos especializados;
- na criação de regras de construção anti-sísmica e na fiscalização da
sua aplicação;
- na sensibilização da população para realizar a sua autoprotecção,ou seja, para o que cada indivíduo deverá fazer em caso de iminência ou de ocorrência de um sismo;
- na divulgação através de campanhas e folhetos, geralmente dos bombeiros e da Protecção Civil, das condutas e medidas que cada cidadão deverá tomar.