terça-feira, 21 de novembro de 2017

Notícia - Guia europeu de higiene na produção de queijo artesanal e produtos lácteos


Desde 2009, operadores da produção primária e fabricantes de queijos artesanais de vários países europeus trabalham juntos em áreas de interesse comum, como a regulamentação sanitária, a preservação dos conhecimentos tradicionais, o intercâmbio de experiências, as dificuldades para os pequenos laticínios e a necessidade de flexibilidade na aplicação dos regulamentos.
laticinios
Para esse efeito, em 2013, foi criada a associação FACEnetwork e, em 2015, o trabalho iniciado num projeto financiado pela Comissão Europeia para escrever um Guia de Boas Práticas de Higiene para operadores da produção primária e produtores de leite e laticínios.
Em dezembro de 2016, o guia foi aprovado pela Comissão Europeia e é, desde então, a referência para as explorações e produtores de queijos artesanais e lácteos e para as autoridades competentes em cada Estado-Membro.
Assim, no dia 22 de novembro de 2017 vai ocorrer em Bruxelas uma conferência para apresentação do Guia Europeu para Boas Práticas de Higiene na Produção de Queijo Artesanal e Produtos Lácteos.
A conferência terá início às nove da manhã e decorrerá durante todo o dia na sessão da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu.
Durante esta conferência serão discutidos os princípios orientadores sobre os laticínios artesanais da Europa e sua implementação.

Fonte: Ruralbit 

UFCD - 0069 - Prática em máquinas de armar capas - afinações e preparação da cola


(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Prática em máquinas de armar capas - afinações e preparação da cola
Código:
0069
Carga Horária:
50 horas
Pontos de crédito:
4,50
Objetivos

  • Efectuar afinações e preparar a cola.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Afinação do sistema de débito da cartolina bobinada
  • Afinação da máquina
  • Preparação da cola
  • Normas de preservação
  • Normas de limpeza
Referenciais de Formação

213003 - Operador/a Gráfico/a de Acabamentos
Histórico de Alterações

(*) 2008-05-14   Criação de UFCD.

Biografia - Louis Pasteur


O pai de um dos alunos de Louis Pasteur na Universidade de Lille, Monsieur Bigo, era um produtor de álcool de beterraba e debatia-se com um problema: o processo de fermentação da beterraba, por vezes, não corria bem e o sumo não se transformava em álcool, azedando. Isto provocava uma grave quebra na produção de álcool.
Embora não possuísse muitos conhecimentos sobre fermentação, decidiu estudar amostras do líquido em boas condições e do líquido azedo. Após a observação da primeira amostra, verificou existirem minúsculos glóbulos amarelados que ele suspeitou serem leveduras. Á medida que as leveduras se multiplicavam, alimentavam-se do sumo de beterraba, produzindo álcool e dióxido de carbono. Na amostra de líquido azedo verificou não existirem leveduras, apenas minúsculos bastonetes negros que se agitavam numa espécie de dança. Compreendeu, então, todo o processo: os bastonetes dominavam as leveduras, impedindo-as de produzir álcool – em vez disso, produziam ácido láctico.
Pasteur não compreendia ainda todo o processo, mas tinha acabado de dar o primeiro passo para a resolução de um mistério com mais de dez mil anos: as leveduras eram a causa da fermentação!

Os primeiros Anos...


Louis Pasteur nasceu a 27 de Dezembro de 1822 em Dole, França, na Rue des Tanneurs – a rua dos curtidores. Cada casa era uma fábrica de curtidores, e a casa de Pasteur não era excepção. Quando tinha pouco mais de três anos, a sua família mudou-se para a cidade de Arbois, onde montou uma fábrica de curtumes. Durante a sua infância, não mostrou qualquer especial interesse pela Ciência; os seus talentos pareciam concentrar-se especialmente no Desenho e na Pintura. Gostava particularmente de brincar com as 3 irmãs e pescar horas a fio...

Mas Pasteur tinha a grande ambição de ir para Paris, estudar na École Normale Supérieure e tornar-se professor. Esta experiência durou apenas 6 semanas, pois os laços que o ligavam à família eram demasiado fortes. Porém, alguns anos mais tarde, determinado a atingir o seu objectivo, regressou a Paris. Desta vez, Pasteur formou-se em Química e Física, em finais de 1843.

Estudo dos cristais

O que realmente encantou Pasteur foram os cristais; na sua época, sabia-se muito sobre o aspecto dos cristais, mas pouco sobre a sua constituição. Pasteur verificou que os cristais provocavam deflexões a feixes luminosos. Iniciou, então, um estudo meticuloso sobre dois compostos que actuam na formação de cristais: o ácido tartárico e os tartaratos. Chegou à conclusão que a estrutura e constituição de um cristal podiam ser conhecidas observando a acção do cristal sobre o feixe luminoso.

Em finais de 1848 aceitou o cargo de Professor de Química na Universidade de Estrasburgo. Aqui, conheceu Marie Laurent, filha do reitor da Universidade, por quem se apaixonou e pediu em casamento 15 dias depois de a conhecer. Esta aceitou a total absorção do seu marido pelo seu trabalho e dedicou a sua vida a apoiá-lo. Ela não era apenas uma simples dona de casa; também discutia o trabalho dele e estimulava o seu pensamento, o que a fez um dos seus melhores colaboradores científicos. Durante a estadia em Estrasburgo, nasceram 3 dos seus 5 filhos.

O interesse pelo estudo dos microrganismos

Em Setembro de 1854, Pasteur aceitou o cargo de Professor de Química na Universidade de Lille; apesar de ser muito jovem, levava o ensino a séio e por isso foi um êxito entre os alunos. Foi aqui que conheceu o Monsieur Bigo e que iniciaram as suas investigações sobre as leveduras. Mas, após a observação dos bastonetes negros no líquido azedo, surgiu outro problema a Pasteur: a observação dos mesmos tornava-se muito difícil, quando misturados na polpa de beterraba. Assim, desenvolveu um meio de cultura onde estes pudessem crescer e ser visualizados nitidamente. Em 1857, num relatório apresentado à Academia das Ciências de Paris, explicava como a fermentação era um processo vivo. Esse relatório provocou muita excitação na comunidade científica, destruindo outras teorias de cientistas de renome.

O trabalho de Pasteur sobre a fermentação continuou. Demonstrou que as leveduras causam a fermentação em muitas substâncias. Desenvolveu igualmente uma forma de evitar que o vinho, o vinagre e a cerveja se estragassem, destruindo pelo calor os micróbios nocivos – a Pasteurização.

A teoria dos germes

Nos finais de 1857, Pasteur foi convidado para Administrador e Director dos Estudos Científicos da École Normale Supérieure. Aqui, idealizou uma experiência para provar a teoria de que não existia geração espontânea entre os microrganismos. Encheu 2 grupos de balões de vidro com um caldo de levedura e selou as bocas dos mesmos. Num dos grupos, abriu as pontas dos balões, deixou entrar ar, e selou-os novamente. Colocou ambos os grupos de balões numa estufa. Os resultados foram bem esclarecedores. Nos frascos que manteve sempre selados, nada aparecera. Nos restantes, apareceram leveduras e outros fungos. Para demonstrar melhor a sua teoria, criou um balão, ajudado pelo Professor Balard, com um gargalo em forma de 'S' alongado, para baixo. O ar poderia passar, mas as poeiras seriam impelidas para baixo pela força da gravidade, não conseguindo atravessar as curvas. Ou seja, o ar entrava nos balões, mas a poeira e os micróbios ficavam presos no comprido gargalo curvo, mantendo os balões puros. Ainda hoje, mais de um século depois, os balões mantêm-se puros.

Continuando as investigações, provou que a quantidade de poeiras no ar varia com o local. Como exemplo, demonstrou existirem mais poeiras numa rua de Paris do que no cume de uma montanha!

Após a publicação deste trabalho, Joseph Lister, professor de cirurgia em Edimburgo, utilizou as ideias de Pasteur para controlar as infecções nos hospitais. A taxa de mortalidade pós-operatória era muito elevada e depois de implementadas regras de higiene e de desinfecção do material esta taxa baixou consideravelmente.

Infortúnio

No dia 19 de Outubro de 1868, quando Louis Pasteur acordou, não conseguia falar, nem sequer mexer-se, todo o seu lado esquerdo estava paralisado... Conseguiu recuperar a fala numa semana, mas o braço e a perna esquerda continuavam ainda paralisados; no entanto, tal não o impediu de continuar o seu trabalho! Contudo, não foi mais capaz de manejar sozinho os instrumentos científicos, obrigando-o a apoiar-se nos seus colaboradores.

A Imunologia e a Vacinação

Pasteur afirmara inúmeras vezes que algumas doenças eram provocadas por micróbios – Robert Koch provou-o, através do estudo do carbúnculo. Pasteur imaginou a doença como uma forma de luta pela existência, uma competição entre os micróbios e os tecidos que aqueles tentam atacar, desenvolvendo-se uma doença, o que levava o corpo a criar defesas. Foram, assim, dados os primeiros passos para o nascimento de uma nova Ciência – a Imunologia.

Em 1878, Pasteur começou a estudar o micróbio que causava a cólera nos galináceos. Fez uma cultura de micróbios e após a sua inoculação, verificou que os frangos morriam pouco tempo depois. Mas uma inoculação com uma cultura mais antiga provocou uma ligeira doença no frango, que depressa recuperou. Entusiasmado, Pasteur inoculou mais frangos com a cultura antiga e nenhum adoeceu. Concluiu, então, que os micróbios enfraquecidos da própria doença originavam o desenvolvimento de defesas nos frangos, a ponto de poderem combater a doença – chamou a este processo Vacinação.

Em 1885, Pasteur dedicou-se a criar uma vacina contra a raiva. Era uma doença terrível: a vitima ou morria de asfixia ou ficava paralítica. Conseguiu criar a vacina, testou-a em cães e teve resultados espantosos; mas não teve coragem de a testar em humanos mordidos por cães raivosos.

Nesse mesmo ano, Joseph Meister, de nove anos, apareceu no laboratório de Pasteur, por ter sido mordido, dois dias antes, por um cão raivoso. A vacina ainda não estava pronta para ser testada em humanos, mas perante a gravidade do caso, decidiu correr o risco. Os resultados foram óptimos – Joseph nunca desenvolveu raiva.


Os últimos anos...

Pasteur trabalhou até quase aos setenta anos. Aos 64, um outro ataque de paralisia impediu-o de continuar o trabalho experimental, mas nada o impedia de colaborar em investigações. Em Novembro de 1888, o Instituto Pasteur foi oficialmente inaugurado. Morreu em 28 de Setembro de 1895, aos 72 anos, rodeado pela família, colegas e estudantes.

Glória Almeida

Grândola debate Gestão Agroflorestal em Montados


A 23 de novembro terá lugar, em Grândola, um seminário que irá discutir o “Papel da Gestão Agroflorestal na Prevenção e Recuperação Pós-Fogo em Montados”.

A iniciativa decorre no âmbito do ciclo de sessões da investigação à aplicação.

As inscrições são gratuitas mas limitadas à capacidade da sala.

Inscrição obrigatória: portanova.raquel@gmail.com indicando nome, instituição e email.

“Impacto de diferentes alternativas de gestão na biomassa do subcoberto e no crescimento da árvore e da cortiça”, “Regimes do fogo em Portugal: o caso particular dos montados” e “Enquadramento legal e técnico da recuperação do potencial produtivo do Montado” são alguns dos temas em destaque. 

Powerpoint - Esqueleto Humano


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Desenhos para colorir - Verão


Biografia - Duque do Infantado

Pedro Alcántara de Toledo y Salm-Salm
13.º Duque do Infantado, 10.º Duque de Lerma, 9.º Duque de Pastrana
n: 20 de Julho de 1768 em Madrid (Espanha)
m: 27 de Novembro de 1841 em Madrid (Espanha)

Chefe de uma das principais casas aristocráticas de Castela, e dono de uma fortuna apreciável, teve uma educação enciclopédica e ilustrada, como era costume na época, tendo tido como preceptor o naturalista espanhol Antonio Cavanilles. 

Em 1793, quando a Espanha entrou na guerra contra a república francesa, levantou à sua custa um regime de infantaria. Lutou na Catalunha contra os franceses, ao lado da divisão auxiliar portuguesa., assim como na Guerra de 1801, em que comandou uma das brigadas da 2.ª divisão do exército da Extremadura, que invadiu o Alentejo em Maio. 

Abandonou, provisoriamente, a carreira militar com a assinatura da paz de Amiens em 1802, tratado que terminou as guerras da revolução francesa. Favorito do princípe das Astúrias, futuro Fernando VII de Espanha, esteve implicado na «Conspiração do Escurial», tendo acompanhado o príncipe na sua viagem até Baiona, para a entrevista com Napoleão, reunião que teve como resultado a prisão tanto do rei Carlos IV como da do príncipe das Astúrias.

Aceitou servir José Bonaparte, rei de Espanha nomeado pelo irmão Napoleão, o imperador dos franceses, enquanto coronel da Guarda, mas abraçou a causa da independência espanhola logo que a população espanhola se revoltou contra a ocupação francesa, sendo presidente da Junta que tentou defender Madrid da conquista dirigida por Napoleão Bonaparte. Tendo-lhe sido entregue mais tarde o comando de um corpo do exército, foi derrotado na batalha de Uclés, em 1809, combate que terminou, de vez, a sua vida militar. Foi então nomeado embaixador em Londres, lugar que ocupou até ao fim da guerra, fazendo parte da regência de Junho de 1812 a Março de 1813.

Participou no governo nomeado por Fernando VII quando o rei, em 1814, regressou a Espanha, libertado por Napoleão Bonaparte. Até 1820 foi presidente do Conselho de Castela. Em 1823 foi nomeado presidente do Conselho de Regência, tendo substituído Zea Bermúdez na presidência do Ministério em 1824, tendo pedido a demissão do cargo, dois anos mais tarde, por não ter conseguido realizar as reformas que se tinha proposto.

Morreu solteiro, mas teve um filho que legitimou em 1825, e que acabou por herdar o título de duque de Lerma, após um longo processo judicial, e duas filhas, tendo os seus títulos e bens passado para a casa de Osuna.

Fonte:
Enciclopedia Universal Ilustrada Europeo-Americana 

Biografia retirada daqui

Postal Antigo - França - Ansouis (Provence) - Castelo do Séc. XIII - Sala de Jantar


Biografia - Alicia Keys

Alicia Keys (1981) é nome artístico de Alicia Augello-Cook, uma cantora norte-americana de grande sucesso e uma das maiores ganhadoras do Grammys. Seu estilo é permeado de R&B, Soul, hip hop e Pop. Possui canções conhecidas como "Fallin", "No One" e "Empire State of Mind".

Alicia Keys nasceu em Manhattan. Começou muito cedo na carreira musical, aos 5 anos, tocando piano. Recebeu boa educação musical, estudando música clássica ( Beethoven e Chopin), mas revelou interesse também pelo jazz e artistas como Marian McPartland e Oscar Peterson. Recebeu influências de Nina Simone, Marvin Gaye, e Stevie Wonder.

Com apenas 14 anos compôs a canção, "Butterflyz", que fez parte de seu álbum “Songs in A minor”, lançado em 2001. Entrou para a Universidade de Colúmbia. Assinou contrato com a gravadora Columbia Records, mas deixou-a por diferenças musicais.

O álbum “Song in Lá minor” vendeu 7 milhões de cópias e ganhou 5 Grammys. O “The diary of Alicia Keys”, segundo álbum da cantora, fez tanto sucesso quanto o primeiro e lhe rendeu 4 Grammys. Em 2005, lançou o “Unplugged” (Acústico MTV), que vendeu mais de 2 milhões de cópias pelo mundo. "As I Am" (2007) foi o 4º álbum, Cujo single "Like You'll Never See Me Again" foi número 1 no Hot R&B/Hip-Hop Songs. Outro single, "No One", foi a Melhor Canção de R&B no Grammy Awards de 2008.

O álbum “The Freedom Tour", lançado em 2009, tinha a canção "Empire State of Mind", que fez bastante sucesso e é uma das melhores de sua carreira. Em toda a carreira, Keys já ganhou no total 14 Grammys.

Alicia Keys atua na filantropia participando da Keep a Child Alive, organização que tem como objetivo levar medicamentos a famílias que possuem HIV na África.

Biografia retirada de e-biografias

Vídeo - Isto é Matemática T06E09 O Código de Barras

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

UFCD - 0068 - Prática em máquinas de armar capas: corte de cartão em cisalha circular

0068 - Prática em máquinas de armar capas: corte de cartão em cisalha circular
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Prática em máquinas de armar capas: corte de cartão em cisalha circular
Código:
0068
Carga Horária:
25 horas
Pontos de crédito:
2,25
Objetivos

  • Cortar cartão em cisalha circular.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Corte de cartão em cisalha circular
Referenciais de Formação

213003 - Operador/a Gráfico/a de Acabamentos
Histórico de Alterações

(*) 2008-05-14   Criação de UFCD.

Jogo - Animais da Selva


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domingo, 19 de novembro de 2017

UFCD - 0067 - Prática em máquinas de brochura (capa mole)

0067 - Prática em máquinas de brochura (capa mole)
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Prática em máquinas de brochura (capa mole)
Código:
0067
Carga Horária:
50 horas
Pontos de crédito:
4,50
Objetivos

  • Meter em capa livros colados.Meter em capa livros cosidos.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Alisamento de lombadas
  • Afinação das freses
  • Preparação da cola quente ou fria
  • Afinação da mesa das capas
  • Alisamento de lombadas
  • Desactivação das freses
  • Preparação da cola quente ou fria
  • Afinação da mesa das capas
Referenciais de Formação

213003 - Operador/a Gráfico/a de Acabamentos
Histórico de Alterações

(*) 2008-05-14   Criação de UFCD.

Biografia - Leonardo da Vinci


Um génio fora de tempo

Quando era bem novo, ofereceram-me um livro da série "Pateta faz história", interpretando Leonardo da Vinci. A partir de então fiquei fascinado com o intelecto e criatividade dele. É difícil imaginar que um só homem tenha a capacidade de abraçar tantos e variados campos temáticos da Ciência e Arte: engenheiro, pintor, biólogo, escultor, astrónomo, filósofo e muitos mais! Pelas palavras do seu biógrafo, Giorgio Vasari, "o seu talento era tão raro que ele dominava qualquer tema ao qual dirigisse a sua atenção"!
Infelizmente, este grande génio "sofria" de um problema comum àqueles que se difundem por demasiados campos: muitas vezes deixava os trabalhos e estudos incompletos, era extremamente desorganizado e... com falta de tempo para amores - que se saiba!! Além disso, tinha o terrível hábito de escrever da direita para a esquerda (!!!), o que tornava os seus escritos praticamente ilegíveis. (No Museu de Ciência de Boston na escolha Exploring Leonardo podes, inclusivé, escrever desta maneira!) Esses "escritos" são os famosos códices - ainda te deves lembrar de Bill Gates ter comprado um, o Códice de Leicester (lê-se: "léstar") (versão CD-Rom) - simples "blocos de notas" que Leonardo utilizava para apontar, desordenadamente, todas as suas observações, expressões e excelentes deduções. Eis um exemplo retirado desse Códice, acerca de uma besta gigante:


Um pouco da história da sua vida...
Leonardo da Vinci nasceu a 15 de Abril de 1452, na cidade de Vinci, perto de Florença; filho ilegítimo de Ser Piero, notário, e Caterina, uma jovem aldeã. (Em Vinci existe um museu virtual sobre Leonardo e a sua cidade - cuidado com a lentidão da página!) Aos 15 anos, foi estudar com Andrea del Verrochio, um pintor de renome renascentista. A partir deste momento, Leonardo adquire uma variedade de conhecimentos que o influenciaram ao longo da sua vida. Após alguns anos de aprendizagem, Leonardo passou a viajar bastante, estando longos períodos ao serviço de mecenas, para os quais criava grandes obras de Arte e Engenharia. Desta maneira, teve a oportunidade de desenvolver os seus conhecimentos artísticos e científicos, como por exemplo, a criação de novas tintas, e novas técnicas de pintura, ou o estudo de vários domínios da Engenharia.
Leonardo da Vinci faleceu a 2 de Maio de 1519, no castelo de Cloux, perto de Amboise, França, deixando a maior parte dos seus trabalhos ao seu último mecenas - Melzi. (Martin Kausal)
Obra Artística
Embora Leonardo da Vinci tenha produzido um pequeno número de pinturas, muitas das quais inacabadas, foi um artista extraordinariamente inovador. Desde cedo superou o seu próprio mestre del Verrochio, desenvolvendo uma composição mais harmoniosa que o primeiro. Já na obraBaptismo de Cristo de Verrochio (cerca de 1470), Leonardo pintou o anjo que se encontra à esquerda, no quadro. Aparentemente, Verrochio ficou tão aborrecido por ser ultrapassado artisticamente pelo seu pupilo, que decidiu nunca mais pintar!!
Mas de todas as obras de Leonardo, a mais famosa é, sem dúvida, Mona Lisa (1503). Esta obra é conhecida tanto pelo domínio de inovações técnicas como pelo misterioso e legendário sorriso. Este quadro é exemplo de duas novas técnicas - o esfumado e o claro-escuro - introduzidas por Leonardo. (O esfumado é caracterizado por uma transição subtil entre cores; o claro-escuro é a técnica de definir formas através de contrastes de luz e sombra - poderás encontrar uma análise mais profunda no WebMuseum, Paris) Leonardo gostou tanto do quadro, que o levava sempre consigo nas suas viagens! Em Why is Mona Lisa Smiling? tentam mostar que esta adoração ao quadro se justificava por ser um auto-retrato! Se te quiseres divertir um pouco, podes ver as variações sobre esta obra neste Show de Arte! Atenção: Os mais puristas irão ficar bem revoltados!!
Obra Científica
Claro que a face científica é o que eu mais admiro em Leonardo da Vinci! Como cientista, superou todos os seus contemporâneos. Ele percebeu, rapidamente, a importância da observação científica, precisa e cuidada, que passou a influenciar todos os seus trabalhos e estudos, inclusivé os artísticos. Infelizmente, como os seus códices não eram facilmente decifráveis, as suas descobertas não foram disseminadas durante a sua vida; se tal acontecesse, poderiam ter revolucionado a ciência do século XVI - ou, pelo contrário, poderiam ser reprimidas, como tantas outras antes dele!
Mas, Leonardo realmente antecipou muitas descobertas dos tempos modernos. Entre várias outras, estudou o movimento das águas e a criação dos fósseis... Foi um dos pioneiros na hidráulica e na aerodinâmica... Realizou um vasto número de inventos geniais, como fatos de mergulho, armas militares, etc. Para ver tudo isto, é obrigatório investigar o site de Maravilhas Mecânicas e admira-te com as imagens tipo 3D dos seus inventos.
Achas que ainda não conheces bem todos os seus desenhos e obras?! Então escolhe um destes sites: aqui tens alguns desenhos; mas, se preferires toneladas e toneladas, em todos os tamanhos...

Jogo - Tantos Animais

(Clique na Imagem)

Desenhos para colorir - Verão


Biografia - Andoche Junot

Duque de Abrantes
n: 23 de Outubro de 1771 em Bussy-le-Grand (França)
m: 29 de Julho de 1813(França)

Filho de um próspero lavrador da Borgonha, tendo realizado alguns estudos de direito, alistou-se em 1791 num regimento de voluntários, onde se tornou conhecido por " Junot La Tempête" (A Tempestade) devido à sua temeridade. Sargento desde 1792 foi enviado com a sua unidade para o cerco de Toulon, tendo sido escolhido pelo jovem Napoleão Bonaparte para seu secretário. Impressionado pela sua coragem este promoveu-o a capitão e fê-lo seu ajudante-de-campo em 1794, tendo participado ao lado de Bonaparte em toda a campanha de Itália. Em 1798 foi promovido a general de brigada, durante a expedição ao Egipto, tendo-se distinguido na campanha da Síria, quando em Abril de 1799 perto de Nazaré, derrotou uma força turca de 10.000 homens muito superior ao seu pequeno destacamento de 500 soldados de cavalaria.
Em 1800 é nomeado Governador de Paris e em 1801 é general de divisão, quando Bonaparte já é Primeiro Cônsul de França. Em 1804, sendo primeiro ajudante-de-campo de Napoleão, é nomeado Coronel-General dos Hussardos, uma das dignidades militares criadas por Napoleão quando foi nomeado Imperador da República Francesa. Em 1805 foi embaixador em Lisboa, abandonando Portugal para acompanhar o Imperador na campanha de 1805 na Alemanha, tendo estado presente na batalha de Austerlitz. Em 1806, após um pequeno período em Parma, como Governador-Geral, onde reprimiu selváticamente uma revolta popular, é de novo nomeado Governador Militar de Paris.

Em 1807 foi escolhido para Comandante-em-chefe do Corpo de Observação da Gironda, e à frente deste exército ocupou a parte central de Portugal. Em Março de 1808 é feito duque de Abrantes, e não de Nazaré porque, segundo parece, Napoleão Bonaparte não gostou de poder vir a ter um "Junot de Nazaré". Obrigado a restringir a sua ocupação à região à volta de Lisboa, devido à revolta popular de Maio desse ano, foi derrotado em Agosto no Vimeiro por um exército britânico comandado pelo futuro duque de Wellington.

Voltou à Península, ainda em 1808, como comandante do 8º Corpo do Exército de Espanha, que sob o comando de Napoleão reconquistou Madrid e o norte da Península. Em 1809 é comandante do Exército de Reserva da Alemanha na guerra contra a Áustria. Em 1810 comanda de novo o 8º Corpo no Exército de Portugal de Massena, sendo ferido gravemente em Rio Maior. Em 1812 é comandante do 2º Corpo do Grande Exército que invade a Rússia. Tendo mostrado falta de decisão na Batalha de Valoutina, em Agosto desse ano, é publicamente repreendido e destituído do comando. Em 1813 é nomeado Governador de Veneza e interinamente das Províncias Ilíricas, dando mostras públicas de loucura, quando aparece num baile completamente nu. De regresso a França, na casa do pai, atira-se de uma janela e morre dos ferimentos provocados pela queda. 

Biografia retirada daqui

Postal Antigo - França - Ansouis (Provence) - Castelo do Séc. XIII


Biografia - Chiquinha Gonzaga


 Foi durante muitos anos a compositora com mais sucessos musicais no Carnaval brasileiro. Há mais de um século, em 1899, compôs um sucesso retumbante a marcha ‘Ô, Abre Alas’. A vida de Francisca Gonzaga está salpicada de romances, aventura e desventura, muita criatividade, alguns escândalos pelo seu comportamento social, e muita, muita música. O seu nome completo era Francisca Edwiges Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro quando ainda governava o Brasil o imperador D. Pedro II. Filha de um militar que ascenderia a chefe de gabinete de um ministro de nome José Basileu Neves Gonzaga - e de uma mulata solteira, Chiquinha, apesar de filha bastarda, foi educada pela família do pai e, como qualquer menina da sociedade, brincou com bonecas, aprendeu a tocar piano, com o maestro Lobo e teve aulas com o cónego Trindade, que lhe ensinou as muitas disciplinas que se ministravam na época e que, mais tarde, serviriam a esta brasileira endiabrada para sobreviver, quando a adversidade lhe bateu à porta. 
             Assim, até aos 12 anos, Chiquinha Gonzaga estudou Latim, Português, Francês. História, Geografia e Matemática, mas nos seus tempos livres, escapando aos olhares dos familiares mais exigentes, deixou-se fascinar pela música africana dos escravos da casa, música dolente, ritmada, que lhe corria nas veias pelo lado da mãe. Muito cedo começou a compor músicas para piano. Aos 11 anos escreveu ‘Canção dos Pastores”. 
             Como acontece nos países tropicais, o pai quis casá-la bem cedo. E assim, aos 13 anos, Francisca Edwiges Gonzaga contrai, contrariada, casamento com um Jacinto Ribeiro do Amaral, de 26 anos, oficial de marinha mercante e armador. Para o pai de Chiquinha era um bom partido, mas para ela a vida de casada foi uma triste experiência. O marido, machista como era uso na época, obrigava-a a viajar com ele no navio, obrigando-a a passar dias inteiros retida no camarote, para não conviver com eventuais elementos do sexo masculino que se encontrassem por perto. Acrescia que detestava que a mulher tocasse piano. As discussões multiplicavam-se e Chiquinha, que entretanto ia sendo mãe – teve cinco filhos – vê o marido vender o piano. O desgosto é imenso, mas a lutadora Chiquinha compra um violão, para colmatar a sua necessidade de tocar, O casamento ia de mal a pior. Chiquinha “dá o seu grito do lpiranga” e, numa das viagens, as desavenças entre o casal sobem de tom e Chiquinha pega nos filhos e parte para o Rio de Janeiro. Resumindo abandona o lar. Primeiro escândalo. Cai a vergonha na família. Solidariedade foi algo que Chiquinha não teve, neste período difícil da sua vida, mas sem qualquer experiência da vida apaixona-se e virá a casar com um engenheiro que apreciava música e que construía estradas, Volta o calvário. Este leva-a para lugares inóspitos onde ela vive isolada, nas piores condições, em barracas de campanha e rodeada de pó e trabalhadores. Francamente a sorte parecia não a bafejar, mas passa adiante, sem olhar para trás. 
             Mas a música e a sensualidade de Chiquinha, que apesar de baixa estatura era considerada bonita, olhos escuros, uma cabeleira negra levemente ondulada, acabam por encantar o flautista Joaquim da Silva Calado que lhe mostra o mundo da boémia carioca. Parecia que a música os iria unir por muito tempo, mas Chiquinha parte novamente, outra paixão entra no seu coração, e então dá-se a ruptura com a família de origem. Não querem saber daquela “degenerada”. Ela era apontada como uma “marginal”. Até teve o desplante de ser a primeira menina filha de família abastada a usar lenço na cabeça, em vez de chapéu, como as outras meninas finas. 
             É então que Chiquinha percebe que agora tem de ganhar a vida sozinha. Deixa para trás a música erudita que aprendera e começa a compor canções populares. Para poder viver dá explicações de tudo o que sabe, desde piano a geografia e passa a tocar em festas. O filho mais velho, João Gualberto, com 15 anos, também toca. Sempre são mais uns cobres que se ganham. 
             Em 1877 a compositora brasileira publica a 1ª polca com o título Atraente. Uma das edições desta composição teve capa da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro. 
             Entretanto o pai sobe a chefe de gabinete do Ministro da Guerra e tudo faz para que a filha não venda músicas, assinando com o apelido Gonzaga. Nada de beliscaduras na sua reputação. Mas “como os cães ladram e a caravana passa’ a filha do general continua a sua vida de compositora. O teatro musicado estava muito na moda é aí que a compositora brasileira vai apostar. Compõe praticamente todo o tipo de músicas: polcas, tangos, lundus, valsas, maxixes, fados, quadrilhas, gavotas, barcarolas, mazurcas, habaneras, choros e serenatas (só não compôs música de jazz porque essa música nasceu no mesmo continente, mas mais a Norte). O sucesso começa a surgir. 
             Ela foi a primeira maestrina a dirigir uma orquestra e foi ainda mais longe pois chegou a dirigir a banda da Polícia Militar, ‘Mas a música não era a sua única ocupação, como mulher de forte sentido cívico e nacionalista vai apoiar os movimentos abolicionistas e os movimentos pró-republicanos.
             Ao contrário do que se possa pensar, quando vemos os desfiles do carnaval carioca, tão bem organizados, antes de Chiquinha Gonzaga não havia uma marcação para os desfiles. Os bailarinos eram apenas acompanhados de “zés-pereiras” (termo que chegou ao Brasil via Portugal) e pouco mais. Chiquinha compõe a célebre Corta-Jaca que foi um sucesso estrondoso e que passou a ser a marcha que marcava as danças no carnaval. A popularidade foi de tal ordem que a mulher do presidente do Brasil, Hermes da Fonseca - Nair de Tejé - tocava-a, ao piano nos jardins do Palácio do Catete (residência presidencial na época). Claro que nem todos gostavam desta música sensual, e o erudito Rui Barbosa disse mesmo: “o Corta-Jaca é a mais baixa, mais chula, e mais grosseira de todas as danças. Mas nas recepções presidenciais é executada com honras de música de Wagner”. Gostos não se discutem! 
             Os desaires amorosos de Chiquinha terminaram no dia em que conhece João Batista. Ele tinha 16 anos e ela 52. Esse amor durou até à morte da compositora brasileira. Trinta e três anos. Para não dar escândalo e chocar certas consciências, o casal passava por mãe e filho, só os mais íntimos sabiam a verdade. Quando João Batista já tinha uma idade ‘conveniente” passou a ser o seu produtor musical. Nesses tempos já os êxitos da compositora eram sem conto. A família tentou aproximar-se, mas não teve qualquer reacção positiva por parte de Chiquinha. Vai mesmo esquecer as filhas viúvas e pobres. Apenas se rodeou dos filhos que sempre a tinham apoiado e amado. Foi Chiquinha Gonzaga quem esteve na origem da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), onde se defendiam os direitos de autor/compositor, porque já nesse tempo se pirateavam gravações. Um disco seu chegou a aparecer feito na Alemanha. Em 1888 antecipando-se à Lei Áurea (abolição da escravatura) compra a liberdade de um músico escravo, José Flauta e, em 1894, é homenageada a bordo de um navio francês sob o comando do almirante Fournier. 
             Chiquinha venceu numa sociedade estereotipada e machista, e os seus últimos 20 anos de vida foram repletos de homenagens e sucessos. Poucos jovens adivinhariam que aquela senhora pequenina, vestida de modo discreto e com ar feliz tinha passado uma juventude com amores escaldantes, escandalizando e principalmente tudo sacrificando pela música. Passou a ser a convidada de honra de todas as estreias musicais do Rio de Janeiro já nos primeiros anos deste século. Ia acompanhada pelo filho João Gonzaga. Um dia teve a originalidade de promover um concerto com 100 violões para mostrar a força e autenticidade da música popular brasileira.
             Viajou pela Europa várias vezes entre 1902 e 1910. Por Portugal passou em 1904, e actuou no Salão Neuparth. Conta-se que tocou órgão na Igreja de Benfica, só que ninguém percebeu que estava a tocar não música sacra, mas partes de O Trovador de Verdi. Terá estado quatro anos no nosso país, mas não lhe localizamos o percurso, apenas no Catálogo da Casa Neuparth, edição de 1902, constam para venda duas obras suas onde consta como F. Gonzaga. Musicou vários libretos para peças portuguesas, nomeadamente As Três Graças e A Bota do Diabo. Em 1911 compõe a peça Lua Branca, seguida, em 1915, de Sertaneja. O seu maior sucesso foi a opereta Forrobodó, em 1912 que teve 1500 representações 
             Aos 87 anos escreveu a partitura Maria para a peça de Viriato Correia. 
             A sua obra é extensíssima. A pianista brasileira Clara Sverner compilou-a e foi editada. 
             Chiquinha Gonzaga morreu no dia 28 de Fevereiro de 1935, nas vésperas de mais um Carnaval e quis como epitáfio na sua tumba apenas ‘Sofreu e chorou”. Tinha 88 anos. 

Notícia retirada daqui

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