Espaço de ajuda aos alunos nas várias disciplinas desde a Educação de Infância até ao Ensino Secundário
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Resumo - Plantas de Bolbos
As plantas de bolbos constituem um pequeno milagre da natureza: enterra-se uma "cebola" e alguns meses mais tarde, vemos sair um caule vigoroso com flores sumptuosas! No entanto, é bastante delicado conseguir que volte a dar flores...
Antes de plantar...
Verifique o seu tipo de terra : os solos pesados e argilosos, que retêm muita água no Inverno não são indicados para os bolbos. Eles preferem solos que drenem bem e que sejam ricos, como o solo limoso. Todos necessitam de luz em proporções variáveis. A falta de luz impede-os de reconstituir as suas reservas depois de darem flor e vão florindo cada vez menos. De qualquer maneira, não é fácil de voltar a fazer florir as túlipas com flores dobradas e as coroas imperiais, que são muito exigentes. Prefira os bolbos mais fáceis, que se naturalizam voltando a semear-se no jardim. O muscaris e o Galanthus são extraordinários, em grandes colónias, debaixo das árvores.
Os bolbos de verão, dálias e gladíolos, são menos exigentes pois não terão de passar o inverno na terra. Também gostam do sol directo. Como não quer deixar o lugar vazio no Inverno, durante a época fria pense em substituí-los por plantas com interesse invernal, como a urze colorida ou as couves de ornamento.
Na altura de plantar
Trabalhe a terra em profundidade e se estiver um pouco compacta, misture-lhe matérias que facilitarão o escoamento da água tal como o composto fibroso. Não faça uma camada de gravilha, no solo argiloso mesmo se por vezes se recomenda que se faça tal coisa. A água vai acumular-se como se fosse uma banheira e os bolbos vão apodrecer. Enterre os bolbos na profundidade devida, isto é, três vezes a sua altura. Numa terra arenosa, plante-os um pouco mais profundo e um pouco menos profundo se a terra for pouco drenante. Coloque-os com o rebento virado para cima. Em caso de dúvida, plante-os de lado e o caule encontrará ela mesma a boa orientação. Não coloque fertilizantes nem regue depois de plantar: os bolbos desenrascam-se. Marque o sítio onde os plantou para que não se esqueça deles e os vá perturbar sem dar por isso !
As plantas de bolbos são vegetais muito fáceis. Não é necessária rega pois eles entram em hibernação quando as condições se tornam desfavoráveis. Deixe a folhagem mesmo depois de terem florido. Não deve cortar nem atar as folhas pois deixariam de ter luz e no ano seguinte não voltariam a florir.
No Outono, arranque os bolbos de verão e guarde-os na cave à temperatura entre 5-10ºC, ao abrigo do gelo e da luz. Não se esqueça de lhes colocar etiquetas para saber qual é a sua cor. Os bolbos que dão flor na primavera e que passaram o inverno na terra não necessitam de ser arrancados depois de murcharem.
UFCD - 0105 - Composição de imagem digital
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Composição de imagem digital
Código:
0105
Carga Horária:
50 horas
Pontos de crédito:
4,50
Objetivos
- Compor imagem digital.
Recursos Didáticos
Conteúdos
- Cartazes
- Ilustração editorial com fotomontagem
- Fotomontagem para publicidade
Referenciais de Formação
| 213004 - Técnico/a de Desenho Gráfico |
Histórico de Alterações
(*) 2008-05-14 Criação de UFCD.
domingo, 14 de janeiro de 2018
sábado, 13 de janeiro de 2018
Biografia - José António da Rosa
n: 14 de Fevereiro de 1745, Mourão (Portugal)
m: 28 de Novembro de 1830, Lisboa (Portugal)
Filho de pequenos lavradores de Mourão, assentou praça em 1761 no Regimento de Artilharia do Alentejo, sendo cabo de esquadra em 1770 e furriel em 1772. Tendo frequentado a aula regimental, e passado no exame, foi promovido a segundo-tenente em 1774. Entre 1780 e 1783 foi aluno da Academia Real de Marinha e Engenharia, tendo sido promovido a primeiro-tenente em 1784, na companhia de Artífices e Pontoneiros do Regimento de Artilharia do Algarve. Em Janeiro de 1787 foi graduado em capitão, tendo casado no mês seguinte, em Lisboa. Em 1781 tinha-lhe sido concedido o hábito de Cristo com cinquenta mil reis de tença.
Em 1789 foi nomeado Lente da terceira cadeira de Artilharia, do terceiro ano da Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho, que acabava de ser instituída, ficando agregado ao Regimento de Artilharia da Corte, com o posto de capitão efectivo. A cadeira dizia respeito ao estudo das minas e contra-minas e a sua aplicação ao ataque e defesa das praças, tendo dado origem à publicação em 1791 do livro Compêndio das Minas. Em Setembro de 1793 foi promovido a Major, continuando agregado ao Regimento de Artilharia da Corte, mas recebendo o soldo de oficial efectivo. Em 1793 era cavaleiro da Ordem de Avis, com doze mil reis de tença, devido aos seus 20 anos de serviço como oficial, e mais de 40 anos de idade.
Quando, em 1793, se organizou a Divisão Auxiliar para serviço em Espanha, José António da Rosa foi nomeado comandante da Brigada de Artilharia, tendo sido promovido ao posto de Tenente-Coronel em 1795, "em atenção aos distintos serviços que [tinha] efectuado nas campanhas do Rossilhão e Catalunha." Em 1797 era graduado em coronel.
Por motivo da Guerra de 1801 com a Espanha, foi nomeado comandante dos Parques de Artilharia do exército. Em 1803 foi mandado rearmar algumas praças do Alentejo, assim como reorganizar os trens de Artilharia da província., enquanto Inspector dos municiamentos da província do Alentejo. Em Junho foi promovido a Brigadeiro. Mais tarde, de acordo com o Plano de Reorganização do Exército de 1806, foi nomeado Inspector da Artilharia e munições de guerra das Praças do Reino em 13 de Julho de 1807, sendo nomeado comandante das baterias a sul do Tejo.
Beresford fê-lo Comandante-Geral da Artilharia em Maio de 1809, o que não foi mais do que o confirmar no antigo cargo de Inspector. No ano seguinte foi promovido a marechal de campo.
Em 1815 foi nomeado para o Conselho de Guerra, e no ano seguinte foi promovido a tenente-general, o que o levou a ser feito Cavaleiro Fidalgo da Casa Real em 1819.
Em 1821 foi eleito deputado às Cortes Constituintes pelo Alentejo, sendo conhecido pela assiduidade nas votações e silêncio nos debates.
Fonte:
Henrique de Campos Ferreira Lima,
O tenente-general José António da Rosa, no 1.º centenário da sua morte (28-XI-1830 - 28-XI-1930,
Separata da Revista de Artilharia, n.º 65, Novembro de 1930,
UFCD - 0104 - Execução de desenho vetorial
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Execução de desenho vetorial
Código:
0104
Carga Horária:
25 horas
Pontos de crédito:
2,25
Objetivos
- Executar desenho vetorial.
Recursos Didáticos
Conteúdos
- Desenhos técnicos
- Pictogramas
- Maquetização de sistemas de sinalização
- Logótipos
Referenciais de Formação
| 342360 - Técnico/a de Comunicação - Marketing, Relações Públicas e Publicidade |
| 213004 - Técnico/a de Desenho Gráfico |
Histórico de Alterações
(*) 2008-05-14 Criação de UFCD.
Conteúdo - História do estudo da célula
1590 – Jansen inventou o microscópio óptico / composto
1665 - Robert Hooke descreveu pela primeira vez a célula (células da cortiça)
1676 – Anton Van Leeuvvenhock, observou pela primeira vez bactérias
1831/ 1836 – Robert Brown, descobriu um corpo esférico nas células das plantas (núcleo)
1840 – Purkinje deu o nome de protoplasma ao conteúdo das células
1866 – Haeckel estabeleceu o núcleo como sendo o responsável pelos caracteres genéticos
1930 – V. Zworkin inventou o microscópio electrónico
1935 – Watson e Crick propõem o modelo de D. N. A. (dupla hélice)
1983 – Equipa do Prof. Montagnier do Instituto Pasteur, descobre o vírus HIV
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Biografia - Frederico Armando, conde de Schomberg
n. [ 16 de dezembro de 1615 ].
f. [1 de julho de 1690 ].
Conde de Mértola e mestre de campo general em Portugal, marechal de França, generalíssimo das tropas da Prússia, etc..
Nasceu na Alemanha em 1618, sendo filho de Hans Meynard (ou Armando), conde de Schomberg, marechal do Alto e Baixo Palatinado, etc..
Estreou-se na carreira das armas , militando nas fileiras do exército sueco, então ao serviço de Richelieu, e assistiu a diversas batalhas e a quase todas as acções e recontros do período, chamado francês, da guerra dos Trinta Anos. Em 1636 passou ao serviço da França como capitão de uma companhia de cavalos ligeiros, tomou parte na campanha do Franco Condado, acompanhou o marechal de Qantzan à Alemanha, e foi chamado para junto de Henrique de Nassau, que o nomeou seu lugar-tenente. Voltando depois à França, em 1650, comprou o lugar de capitão da companhia dos guardas escoceses, e daí a dois anos foi feito marechal de campo. Entrou em diversos combates na guerra da Fronda; serviu às ordens de Turenne com o posto de tenente general, foi governador da praça de Saint-Julien, que defendeu em 1657; assistiu à batalha das Dunas e ao cerco de Dunquerque, e em 1660 veio para Portugal com uns 600 companheiros, a maior parte oficiais de cavalaria, artilharia e engenharia, para tomar parte na guerra da Restauração.
Como é sabido, o cardeal Mazarin, ajustando a paz dos Pirinéus, abandonou vergonhosamente a causa da nossa independência, e por isso o conde de Soure, embaixador português na corte de França, recebeu ordem de voltar apressadamente à pátria, afim de evitar a afronta de o mandarem sair. Segundo as instruções que recebeu do governo, devia tratar apenas de aliciar particularmente o maior número de bons oficiais e um general hábil, embarcando para Lisboa logo que tivesse cumprido esta missão. Para o conseguir foi o nosso diplomata muito auxiliado pelo marechal de Turenne, que lhe indicou oficiais que tinham servido debaixo das suas ordens, entre outros o coronel Jeremias, Jovet, e o general conde de Schomberg, que mais facilmente podia tomar o serviço de Portugal, porque apesar de ter militado nos exércitos franceses era alemão de nascimento. Esta negociação foi conduzida secretamente em casa do duque de Albrect, rapaz de dezanove anos e sobrinho de Turenne, em cuja casa este escondido o conde de Soure. A 29 de outubro de 1660 embarcou finalmente no Havre o nosso diplomata acompanhado do conde de Schomberg e dos oficiais que vinham servir nos exércitos portugueses, e a 11 de novembro seguinte chegavam ao porto de Lisboa. Não foi isto muito bem visto pelos generais portugueses, e principalmente pelo marquês de Marialva, que se ufanava da sua vitória das Linhas de Elvas.
A 17 de dezembro foi o conde de Schomberg nomeado para o posto de mestre de campo general da província do Alentejo, com o soldo de mil cruzados por mês, na forma que tinha sido contratado em França pelo conde de Soure, partiu pouco depois para essa província, cujo governo supremo havia sido dado ao conde de Atouguia. No ano imediato as operações militares nessa fronteira foram de pouca importância, mas o conde de Schomberg deixou ali assinalada a sua presença pelos esforços que fez para o nosso exército adoptar o hábito de marchas de costado, que já se usava na Europa, mas era cá desconhecido, para acabar com os privilégios que certos terços gozavam de formarem na vanguarda ou em determinados postos e para introduzir na formatura e disciplina das nossas tropas melhoramentos e princípios que lhe facilitassem a vitória. Essas novidades foram mal aceites, custaram muito a ser seguidas, e os chefes superiores levados de ciúme eram os primeiros a fazerem oposição às ideias do conde de Schomberg. Daí resultaram ao oficial estrangeiro vários desgostos que ele suportou sem quebra de zelo, e continuou a servir sempre com igual valor e actividade, ainda depois de ver o marquês de Marialva substituir o conde de Atouguia, faltando assim o governo à promessa que fizera de lhe dar o mando superior do Alentejo.
Na campanha de 1662 também o conde de Schomberg teve ocasião de se assinalar, porque foram de pouca monta as operações realizadas pelo nosso exército no Alentejo, e alguns sucessos infelizes, que ali sofremos, podem até certo ponto atribuir-se à turbação produzida no ânimo do marquês de Marialva pela ideia de que um general estrangeiro podia murchar-lhe os louros da sua vitória das Linhas Elvas. Durante todo esse ano, apesar da má vontade do chefe, prosseguiu o conde de Schomberg no intento de melhorar a disciplina do exército e na marcha de Elvas para Estremoz, em que o marquês de Marialva desprezou as indicações do conde, se não estivesse cego pelo ciúme, poderia reconhecer a vantagem de seguir à risca o que propunha para as marchas do homem que militara largos anos nas fileiras dos exércitos bem organizados e adestrados.
Em 1663 foi o conde de Vila Flor, D. Sancho Manuel, encarregado do governo das armas do Alentejo, e com esse parece terem subido de ponto as desinteligências com Schomberg, porque, segundo consta, mais de uma vez esteve este último para se retirar para França, sendo preciso todo o zelo do general D. Luís de Menezes para que os dois generais se reconciliassem, e quando o exército saiu de Estremoz para Évora, o plano de campanha foi estabelecido com perfeito acordo dos dois. Ao chegarem a Évora Monte e serem informados da queda de Évora, tiveram os nossos de modificar o projecto traçado, e o exército português marchou rapidamente contra D. João de Áustria para ver se conseguia surpreendê-lo. Quando as nossas tropas chegaram quase perto dos castelhanos, ainda uma pequena pendência se levantou entre Vila Flor e Schomberg, porque estando já próxima a noite, queria este último que o exército a passasse a noite em ordem de batalha e aquele que a passasse à vontade cobrindo-se com os carros. Schomberg, que conhecia por experiência os inconvenientes de ter de formar as tropas na presença do inimigo, insistiu e como todos os oficiais o apoiassem, Vila Flor cedeu, e desde então foi o mestre de campo general sempre o encarregado de escolher as posições que o exército devia ocupar desempenhando-se admiravelmente dessa incumbência. Não tardou a dar-se a batalha do Ameixial, em que as nossas tropas ficaram vencedoras (V. Ameixial). Ainda durante a campanha, o mestre de campo general conde de Schomberg, no cerco de Évora, teve ensejo de revelar os seus conhecimentos militares nos entrincheiramentos militares que levantou para cobrir o exército sitiador, e depois quando o marquês de Marialva e o conde de Vila Flor regressaram a Lisboa, ficou à testa do governo militar do Alentejo até ser no ano seguinte nomeado para esse importante posto o marquês de Marialva. Todos os generais portugueses se mostravam ciosos do conde, mas principalmente o marquês de Marialva. Além disso, Schomberg irritou-se deveras por lhe não darem o comando dizendo que no contrato que fizera, vindo para Portugal, se lhe assegurara que servia unicamente debaixo das ordens do conde de Atouguia para se não demitir o general que estava comandando quando ele veio, e que tendo cedido já duas vezes do seu direito para não suscitar embaraços ao governo, considerava ofensiva a persistência em não lhe darem o comando. Ninguém se atrevia a dizer-lhe a verdade, que era não haver general português que se prestasse a servir debaixo das suas ordens. Aceitavam-no como mestre de campo general, exercendo muitas vezes na sombra o verdadeiro comando, mas queriam que pertencesse a um compatriota o título de general em chefe.
Em 1664 o marquês de Marialva foi o mais exigente, o que ainda mais desesperou Schomberg, não o aceitando nem para mestre de campo general, sendo preciso que se criasse para ele um novo posto, comandante das tropas estrangeiras ao serviço da coroa portuguesa, mas felizmente aplanaram-se no princípio do ano imediato, e em Junho de 1665 o marquês de Marialva e o conde de Schomberg podiam repartir equitativamente a glória da batalha de Montes Claros, porque se o primeiro sustentou inabalável à frente da segunda linha o ímpeto do inimigo, e se reconhecendo com segurança e rapidez o enfraquecimento da esquerda correu a suportá-la, ao conde de Schomberg se deve a boa formatura com que as nossas tropas marchavam e a presteza com que fazendo passar a cavalaria quase toda da esquerda à direita, pôde oferecer uma importante massa às cargas dos esquadrões castelhanos ( V. Montes Claros). Em 1666 obteve afinal o conde de Schomberg o governo das armas do Alentejo. A Guerra da Restauração ainda se alongou até 1668, mas sem grande calor nem feitos dignos de menção, e concluída a paz voltou o conde de Schomberg para a França, onde recebeu em 1674 o comando do exército da Catalunha, sendo elevado a marechal de França no ano seguinte.
Informação retirada daqui
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