Espaço de ajuda aos alunos nas várias disciplinas desde a Educação de Infância até ao Ensino Secundário
quinta-feira, 3 de maio de 2018
Conteúdo - Formação do Reino de Portugal (1139–1385)
Desde 718, refugiando-se da súbita invasão muçulmana da Península Ibérica, um grupo de cristãos visigodos resistiu acantonado a norte, na região montanhosa das Astúrias. Aí, liderados por Pelágio, fundaram o Reino das Astúrias e iniciaram a reconquista de territórios. Este processo gradual originou o nascimento de pequenos reinos, que iam sendo alargados à medida que as conquistas eram bem sucedidas. Assim nasceram o Reino de Leão, de Navarra, de Aragão, de Castela e da Galiza.
Em 1096, o rei Afonso VI entregou o governo do Condado Portucalense, formado em 868 entre os rios Minho e Douro, a Henrique de Borgonha pelo casamento com a sua filha Teresa de Leão. Depois da morte de D.Henrique, D.Teresa tentou alargar os seus domínios e obter a autonomia aliada à alta nobreza galega contra a sua meia-irmã Urraca de Leão e Castela. Mas em 1121 teve de recuar e negociar um tratado, mantendo-se o condado um vassalo do reino de Leão.
Teresa exercera a regência durante a menoridade do seu filho, Afonso Henriques. Mas em 1122 os interesses de ambos chocaram, quando este se opôs a uma união galego-portuguesa. A posição de favoritismo de D.Teresa em relação aos nobres galegos e a indiferença para com os fidalgos e eclesiásticos portucalenses originou a revolta que este liderou. D. Afonso Henriques armou-se cavaleiro e passou a viver em Coimbra. Em 1128 venceu a batalha de São Mamede contra as forças de sua mãe e Fernão Peres de Trava. Assumiu então o governo do condado e concentrou esforços em negociações junto da Santa Sé para alcançar a autonomia. Simultaneamente procurou alargar os seus domínios, conquistando território aos muçulmanos, enquanto lutava contra as forças de seu primo Afonso VII de Leão e Castela.
Em 1139, depois de uma importante vitória contra um contingente mouro na batalha de Ourique, D. Afonso Henriques foi aclamado rei de Portugal, com o apoio das suas tropas. Nascia assim o Reino de Portugal, com capital em Coimbra e iniciava-se a primeira dinastia. A independência portuguesa foi reconhecida por Leão e Castela em 1143 pelo tratado de Zamora. Em 1147, com o apoio de cruzados norte europeus, Afonso I de Portugal conquistou Lisboa. Com a pacificação interna, prosseguiu as conquistas aos mouros, empurrando as fronteiras para sul, desde Leiria ao Alentejo.
Considera-se que foi em 1211, reinado de D. Afonso II, a primeira vez que foram reunidas cortes em Coimbra com representantes do clero e nobreza. Foram publicadas importantes leis para proteger os bens da Coroa, garantir as liberdades e proibir os abusos dos funcionários régios.
Em 1249, o Algarve mourisco foi incluído no reino cristão de Portugal, concluindo a reconquista portuguesa. Isso aconteceu no reinado de D. Afonso III, que acrescentou à sua intitulação "Rei de Portugal e do Algarve". Em 1254 foram realizadas cortes em Leiria, onde estavam pela primeira vez representantes das vilas e cidades. Em 1297 D. Dinis selou a paz com os reinos de Leão e de Castela e fixou os limites fronteiriços pelo Tratado de Alcanizes. Anos antes, em 1290, adoptara como língua oficial do reino de Portugal, em vez do latim, a "língua vulgar" (galego-português), a que chamou língua portuguesa.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Biografia - João de Canto e Castro
O contra-almirante João de Canto e Castro Silva Antunes foi eleito a 16 de Dezembro de 1918, em substituição de Sidónio Pais e logo após o assassinato deste, num momento em que Bernardino Machado, no exílio, era ainda, à luz da Cons-tituição, o legítimo Presidente.
Os monárquicos, que tinham ganho terreno durante o sidonismo, exigiram que os ministros republicanos fossem demiti-dos e, em Santarém, a 12 de Janeiro de 1919 e com o apoio do Partido Socialista, os republicanos revoltam-se. Houve até a situação insólita de se proclamar a monarquia no Porto e em Lisboa, mas o Governo acaba por dominar os insurrectos. Henrique Paiva Couceiro (1861-1944), que fora governador de Angola no tempo de João Franco, foi, durante um escasso mês, o garante dessa "Monarquia do Norte" - desi-gnada depreciativamente por "Traulitânia".
João de Canto e Castro Silva Antunes era monárquico, mas no espaço de tempo em que exerceu as funções de Presidente da República - 16 de Dezembro de 1918 a 5 de Outubro de 1919 - não o fez nem como militar nem como monárquico. É curioso como este homem que, à partida tinha dois "defeitos" impossíveis de conciliar (monárquico e militar) com o exercício da Presidência da República, o fez de um modo que os historiadores mais tarde consideram como justo e isento.
João de Canto e Castro nasceu em 19 de Maio de 1862. Foi deputado em 1908 e ministro da Marinha em 1918. O seu mandato não foi isento de dificuldades com as tentativas dos monárquicos de voltar ao poder. Para chefiar o novo Governo, Canto e Castro escolheu o general Tamagnini Barbosa, que ocupará esse cargo até Janeiro de 1919.
Durante a "Monarquia do Norte" os rebeldes monárquicos refugiaram-se em Monsanto, mas uma manifestação popular encabeçada por republicanos vai desalojá-los. A vitória ficou do lado dos republicanos. Os Governos mudavam em escassos meses e o Presidente Canto e Castro chamou então para chefe do Governo um dos republicanos mais prestigiados de sempre: José Relvas.
(Fora ele que, em 5 de Outubro de 1910, às 9 horas da manhã, proclamou a República da janela dos Paços do Concelho.) Este Governo terá a particularidade de integrar Augusto Dias da Silva, o primeiro socialista num governo da I República.
Nas eleições para deputados, em Maio de 1919,0 Partido Democrático obtém uma inequívoca vitória, com 86 deputados em 163. Dois meses depois, a 19 de Julho de 1919, o presidente eleito do Brasil, Epitácio Pessoa, visitou Portugal. Na vigência de Canto e Castro, quem vai saudar o presidente do País-irmão é António José de Almeida, que ao termina o discurso recebeu uma estrondosa salva de palmas. António José de Almeida estivera escondido durante a "Monarquia do Norte" e reaparecendo apenas por ocasião da visita do presidente do Brasil.
O Presidente João de Canto e Castro acaba o seu mandato quando, a 5 de Outubro de 1919, António José de Almeida, homem da República desde a primeira hora, é eleito Presidente. O outro candidato ao cargo era Manuel Teixeira Gomes, que será Presidente mais tarde. Com a revisão da Constituição o Presidente passou a poder dissolver as Câmaras.
Notícia retirada daqui
Biografia - Gerda Taro
Repórter fotográfica.
Nasceu em Estugarda, Alemanha, em 1 de Agosto de 1910; e morreu em Madrid, Espanha, em 26 de Julho de 1937.
Gerda Taro nascida Gerda Pohorylle, em Estugarda, Alemanha, era filha de um casal polaco de educação liberal e origem judaica. A família mudou-se para Leipzig quando Gerda tinha dezanove anos. Devido à crescente influência dos nacionais-socialistas e a um novo círculo de amigos, envolveu-se em organizações de esquerda locais, tendo sido presa em 1933 por participar numa campanha de protesto anti-nazi. Percebendo que era muito perigoso permanecer na Alemanha, foi viver para Paris.
Após um ano em Paris, tendo dificuldade em encontrar trabalho, Gerda conheceu o fotógrafo húngaro André Friedmann, que viria a mudar o seu nome para Robert Capa. Gerda e André passaram a viver juntos, tendo Gerda começado a gerir a componente empresarial do trabalho de Capra, e iniciando-se na fotografia. Trabalhou na agência Alliance Photo, o que lhe proporcionou uma experiência inestimável na área do fotojornalismoe e, em Fevereiro de 1936, obteve o seu primeiro cartão de jornalista. Gerda e André, frustrados com a falta de sucesso a vender as suas reportagens, criaram um fotógrafo americano fictício chamado Robert Capa, sob cuja identidade poderiam conseguir arranjar melhores contractos, ao contrário dos muitos emigrantes judeus do leste da Europa a viver em Paris. Gerda, por sua vez, mudou o seu apelido para Taro, utilizando o do artista japonês Taro Okamoto. Ambos os nomes tinham ressonâncias de Hollywood: Capa ecoando o cineasta norte-americano Frank Capra, e Gerda Taro recordando Greta Garbo.
Quando a Guerra Civil Espanhola foi desencadeada, em 17 de Julho de 1936, Capa e Taro foram imediatamente para Barcelona. A oportunidade de poder fazer fotografia de combate, conjuntamente com a participação numa causa de esquerda, que para os emigrantes Capa e Taro era simpática, foi uma oportunidade ímpar para o casal. Fotografaram muitas vezes em conjunto as mesmas cenas. Os seus retratos deste período são facilmente distinguíveis, pois usavam câmaras que produziam negativos de diferentes proporções – Taro o formato quadrado da Rollei, e Capa o rectangular da Leica. Além disso, o trabalho de Taro revela o seu interesse em experimentar a dinâmica de ângulos de câmara da fotografia da Nova Visão. Depois de fotografar em Barcelona, dirigiram-se para oeste e depois para sul, até Córdoba, onde Capa fotografou o seu famoso "Soldado Caindo", um miliciano republicano caindo para trás numa encosta, ao ser mortalmente atingido por uma bala.
Desde o início, as fotografias de Taro e Capa foram publicadas em revistas como a Vu, reputada revista francesa ou no Züricher Illustrierte da Suíça. Embora o trabalho tenha sido creditado inicialmente a "Robert Capa", era um projecto colectivo para o qual ambos contribuíram. Os álbuns com as impressões das folhas de contacto deste período mostram que a colaboração era clara: as fotografias de Taro e Capa não estão atribuídas, estando intercaladas, havendo reportagens composta pelos dois autores.
Capa e Taro regressaram a Paris no Outono tendo feito uma segunda viagem a Espanha em Fevereiro de 1937. As fotografias desta segunda viagem são mais difíceis de distinguir, uma vez que tanto Taro e Capa trabalharam no mesmo formato rectangular de 35 milímetros. Para além de que passaram a publicar as suas fotografias com o nome "Capa e Taro," como numa fotografia de página dupla publicada no semanário francês Regards sobre os combates em Madrid. Capa permaneceu apenas brevemente em Espanha, regressando a Paris no final do mês, enquanto Taro ficou. Parece que o seu romance tinha arrefecido, e Taro estava a ter sucesso individualmente na imprensa francesa de esquerda. A partir de Março de 1937, as fotografias publicadas no Regards e no jornal de esquerda apoiante da Frente Popular Ce Soir são creditadas como "Foto Taro". Algumas das fotografias mais impressionantes de Gerda foram tiradas na Primavera de 1937 num hospital e numa morgue a seguir ao bombardeamento de Valência. Taro parece ter-se adiantado à famosa afirmação de Capa de que "se as tuas imagens não são suficiente boas, é porque não estás suficiente perto ", com as suas fotografias de vítimas civis da guerra.
Em Julho, Gerda Taro cobriu, em Madrid, o Segundo Congresso Internacional de Escritores para a Defesa da Cultura e, em seguida, deslocou-se a Brunete, nos arredores da capital, para cobrir a luta para o Ce Soir. Durante duas semanas, Taro fotografou a batalha em redor da cidade. As suas imagens foram amplamente reproduzidas, em parte porque demonstravam que os republicanos estavam defendo Brunete, apesar de os nacionalistas afirmarem o contrário. Em 25 de Julho a posição dos republicanos vacilou, e Taro viu-se sozinha no meio de uma retirada precipitada. Saltou a correr para bordo de um veículo transportando vítimas, mas um tanque raspou no carro atirando Gerda Taro ao chão. A fotógrafa morreu no dia seguinte. O seu corpo foi tresladado para Paris, onde a fotógrafa foi proclamada mártir antifascista. O seu funeral, assistido por milhares de pessoas, realizou-se no dia do que teria sido o seu vigésimo sétimo aniversário.
Fonte:
Media release sobre a exposição de Gerda Taro realizada entre 26 de Setembro de 2007 e 6 de Janeiro de 2008 pelo International Center of Photography.
Biografia - Da Vinci
Um pouco da história da sua vida...
Leonardo da Vinci nasceu a 15 de Abril de 1452, na cidade de Vinci, perto de Florença; filho ilegítimo de Ser Piero, notário, e Caterina, uma jovem aldeã. (Em Vinciexiste um museu virtual sobre Leonardo e a sua cidade - cuidado com a lentidão da página!) Aos 15 anos, foi estudar com Andrea del Verrochio, um pintor de renome renascentista. A partir deste momento, Leonardo adquire uma variedade de conhecimentos que o influenciaram ao longo da sua vida. Após alguns anos de aprendizagem, Leonardo passou a viajar bastante, estando longos períodos ao serviço de mecenas, para os quais criava grandes obras de Arte e Engenharia. Desta maneira, teve a oportunidade de desenvolver os seus conhecimentos artísticos e científicos, como por exemplo, a criação de novas tintas, e novas técnicas de pintura, ou o estudo de vários domínios da Engenharia.
Leonardo da Vinci faleceu a 2 de Maio de 1519, no castelo de Cloux, perto de Amboise, França, deixando a maior parte dos seus trabalhos ao seu último mecenas - Melzi. (Martin Kausal)
Leonardo da Vinci nasceu a 15 de Abril de 1452, na cidade de Vinci, perto de Florença; filho ilegítimo de Ser Piero, notário, e Caterina, uma jovem aldeã. (Em Vinciexiste um museu virtual sobre Leonardo e a sua cidade - cuidado com a lentidão da página!) Aos 15 anos, foi estudar com Andrea del Verrochio, um pintor de renome renascentista. A partir deste momento, Leonardo adquire uma variedade de conhecimentos que o influenciaram ao longo da sua vida. Após alguns anos de aprendizagem, Leonardo passou a viajar bastante, estando longos períodos ao serviço de mecenas, para os quais criava grandes obras de Arte e Engenharia. Desta maneira, teve a oportunidade de desenvolver os seus conhecimentos artísticos e científicos, como por exemplo, a criação de novas tintas, e novas técnicas de pintura, ou o estudo de vários domínios da Engenharia.
Leonardo da Vinci faleceu a 2 de Maio de 1519, no castelo de Cloux, perto de Amboise, França, deixando a maior parte dos seus trabalhos ao seu último mecenas - Melzi. (Martin Kausal)
Obra Artística
Embora Leonardo da Vinci tenha produzido um pequeno número de pinturas, muitas das quais inacabadas, foi um artista extraordinariamente inovador. Desde cedo superou o seu próprio mestre del Verrochio, desenvolvendo uma composição mais harmoniosa que o primeiro. Já na obra Baptismo de Cristo de Verrochio (cerca de 1470), Leonardo pintou o anjo que se encontra à esquerda, no quadro. Aparentemente, Verrochio ficou tão aborrecido por ser ultrapassado artisticamente pelo seu pupilo, que decidiu nunca mais pintar!!
Embora Leonardo da Vinci tenha produzido um pequeno número de pinturas, muitas das quais inacabadas, foi um artista extraordinariamente inovador. Desde cedo superou o seu próprio mestre del Verrochio, desenvolvendo uma composição mais harmoniosa que o primeiro. Já na obra Baptismo de Cristo de Verrochio (cerca de 1470), Leonardo pintou o anjo que se encontra à esquerda, no quadro. Aparentemente, Verrochio ficou tão aborrecido por ser ultrapassado artisticamente pelo seu pupilo, que decidiu nunca mais pintar!!
Mas de todas as obras de Leonardo, a mais famosa é, sem dúvida, Mona Lisa (1503). Esta obra é conhecida tanto pelo domínio de inovações técnicas como pelo misterioso e legendário sorriso. Este quadro é exemplo de duas novas técnicas - o esfumado e o claro-escuro - introduzidas por Leonardo. (O esfumado é caracterizado por uma transição subtil entre cores; o claro-escuro é a técnica de definir formas através de contrastes de luz e sombra - poderás encontrar uma análise mais profunda no WebMuseum, Paris) Leonardo gostou tanto do quadro, que o levava sempre consigo nas suas viagens! Em Why is Mona Lisa Smiling? tentam mostar que esta adoração ao quadro se justificava por ser um auto-retrato! Se te quiseres divertir um pouco, podes ver as variações sobre esta obra neste Show de Arte! Atenção: Os mais puristas irão ficar bem revoltados!!
Obra Científica
Claro que a face científica é o que eu mais admiro em Leonardo da Vinci! Como cientista, superou todos os seus contemporâneos. Ele percebeu, rapidamente, a importância da observação científica, precisa e cuidada, que passou a influenciar todos os seus trabalhos e estudos, inclusivé os artísticos. Infelizmente, como os seus códices não eram facilmente decifráveis, as suas descobertas não foram disseminadas durante a sua vida; se tal acontecesse, poderiam ter revolucionado a ciência do século XVI - ou, pelo contrário, poderiam ser reprimidas, como tantas outras antes dele!
Claro que a face científica é o que eu mais admiro em Leonardo da Vinci! Como cientista, superou todos os seus contemporâneos. Ele percebeu, rapidamente, a importância da observação científica, precisa e cuidada, que passou a influenciar todos os seus trabalhos e estudos, inclusivé os artísticos. Infelizmente, como os seus códices não eram facilmente decifráveis, as suas descobertas não foram disseminadas durante a sua vida; se tal acontecesse, poderiam ter revolucionado a ciência do século XVI - ou, pelo contrário, poderiam ser reprimidas, como tantas outras antes dele!
Mas, Leonardo realmente antecipou muitas descobertas dos tempos modernos. Entre várias outras, estudou o movimento das águas e a criação dos fósseis... Foi um dos pioneiros na hidráulica e na aerodinâmica... Realizou um vasto número de inventos geniais, como fatos de mergulho, armas militares, etc. Para ver tudo isto, é obrigatório investigar o site de Maravilhas Mecânicas e admira-te com as imagens tipo 3D dos seus inventos.
Achas que ainda não conheces bem todos os seus desenhos e obras?! Então escolhe um destes sites: aqui tens alguns desenhos; mas, se preferires toneladas etoneladas, em todos os tamanhos...
Subscrever:
Comentários (Atom)




