domingo, 18 de novembro de 2018

EFA - STC - Exercício - Desigualdades de Género na Realização de Tarefas Domésticas - Sociedade, Tecnologia e Ciência


Os trabalhos domésticos sempre foram uma tarefa complexa para o agregado familiar embora isso não signifique que tais responsabilidades sejam compartilhadas de forma igualitária entre os diferentes membros. Diversas pesquisas demonstram que as mulheres tendem a envolver-se mais do que os homens nas tarefas do dia-a-dia.
Observa-se, no entanto, um número crescente de homens que partilham com a mulher ou até mesmo assumem as tarefas domésticas e a responsabilidade de educar os filhos, procurando adequarem-se às exigências da sociedade actual.
Essas situações parecem reflectir aspectos do processo histórico que se sucedeu no decorrer do século XX acarretando transformações no exercício das tarefas domésticas e educativas nas famílias.
Durante a década de 1930 até meados da década de 1980, as tarefas domésticas eram, geralmente, desempenhadas com base na tradicional divisão de papéis segundo o género. A partir da década de 1980, ocorreram transformações mais consistentes, embora ainda bastantes marcadas por modelos tradicionais. Importantes fenómenos e movimentos sociais, tais como, a entrada das mulheres no mercado de trabalho e sua maior participação no sistema financeiro familiar acabaram por imprimir um novo perfil à família.
A estrutura familiar tradicional, com o homem como único “ganha-pão” e a mulher como única responsável pelas tarefas domésticas está a cair em desuso. Actualmente, em muitas famílias já se percebe uma relativa divisão de tarefas, na qual homens e mulheres compartilham aspectos referentes à organização do dia-a-dia da família. Porém, essas mudanças parecem não estar a ocorrer com a mesma frequência e intensidade em todas as famílias.
O que encontramos hoje em dia são famílias com diferentes configurações e estruturas, o que tem implicações directas na vida doméstica. Coexistem modelos familiares que seguem a tradicional divisão de papéis; outros nos quais homens e mulheres dividem as tarefas domésticas e educativas e, ainda, famílias nas quais as mulheres são o principal suporte financeiro do lar, ainda que acumulando o trabalho doméstico e educação dos filhos. Neste sentido, percebe-se que a divisão das tarefas domésticas e educação dos filhos parecem não acompanhar de maneira proporcional as mudanças decorrentes da maior participação da mulher no mercado de trabalho e no sustento económico do lar.
Mesmo nas casas onde as mulheres têm um ganho financeiro maior do que os maridos, ou mesmo naquelas onde os maridos estão desempregados, elas realizam uma quantidade muito maior de actividades no trabalho doméstico do que eles. Além disso, homens e mulheres ainda desempenham tarefas distintas como se tais actividades fossem próprias de cada um dos géneros. Assim, as mulheres continuam a realizar tarefas como cozinhar, lavar e passar, enquanto os homens desempenham tarefas na área da carpintaria, electricidade e pequenos arranjos.

Um estudo norte-americano (2000), numa amostra de 2912 casais, em que se realizou uma pesquisa para comparar a quantidade de tarefas domésticas realizadas por mulheres que sustentam financeiramente as suas famílias e mulheres que são dependentes economicamente dos maridos revelou que as mulheres contribuem com 64% do total de horas de trabalho doméstico e os maridos com 30%, sendo o restante desempenhado pelas crianças ou outras pessoas que vivem ou ajudam na casa.
Os dados dessa pesquisa indicam que quando homens e mulheres têm aproximadamente o mesmo ordenado, as tarefas domésticas são divididas de forma mais igualitária.
Entretanto, na medida em que a independência económica das esposas aumenta, os maridos tendem a realizar menos trabalhos domésticos. As mulheres que sustentam a família referem que gastam menos horas no trabalho doméstico do que realmente se passa, enquanto os seus maridos que não trabalham dizem passar mais tempo nas actividades domésticas do que realmente o fazem. Ou seja, tanto uns como outros, exageram na avaliação do trabalho doméstico que realizam.
Além disso, as mulheres que sustentam a casa desempenham mais tarefas domésticas do que as mulheres dependentes economicamente dos maridos, proporcionalmente ao tempo disponível que possuem. Por outro lado, os maridos dependentes economicamente, na mesma proporção, realizam menos tarefas do que aqueles que sustentam as suas famílias. O autor deste estudo associa estes resultados a uma forma utilizada pelas famílias (em que as mulheres são o suporte financeiro do lar) de compensar a expectativa social de género.
Outros estudos revelam que apesar de algumas mudanças, 68,7% dos homens, face a 92,7% das mulheres, concordam que as tarefas domésticas deveriam ser divididas de forma igualitária entre os dois sexos.
Outros resultados demonstraram que a divisão do sustento da família entre marido e mulher é uma variável que contribui para uma divisão do trabalho doméstico mais igualitária. Esse fenómeno pode ser compreendido tendo em consideração que as tradições políticas, culturais e sociais extremamente enraizadas têm dificultado à mulher conseguir equilibrar responsabilidades familiares e profissionais e atingir paridade com o homem no mercado de trabalho. As mulheres ganham em média, um a dois terços menos do que os homens, têm menos acesso à promoção e consequentemente a cargos de gerência e poder e têm maior acesso a profissões menos valorizadas socialmente.
Essa divisão de papéis e funções não se restringe somente ao âmbito profissional e doméstico. A tarefa educativa que, historicamente, tem sido atribuída às mulheres, também tem acompanhado tais transformações.
Não é possível construir um modelo ideal, igualitário e equilibrado. É fundamental conhecer o contexto de cada família e o impacto que as suas crenças, valores e atitudes têm na definição e distribuição das tarefas e papéis familiares.




1- Após a leitura do texto anterior, reflicta sobre a problemática apresentada focando entre outros, os seguintes tópicos:

- Concorda com a realidade descrita no texto que acabou de ler?

- Verifica no seu quotidiano situações semelhantes às referidas?

- Que tipo de tarefas domésticas realiza?

- No contexto doméstico, observa utilizações diferenciadas de electrodomésticos por mulheres e homens? Em caso afirmativo, identifique essas utilizações;

- Concorda com essa diferenciação? Qual(ais) considera ser(em) a(s) sua(s) causa(s)?

- Admite que as tarefas domésticas possam ser divididas de forma igualitária entre os dois sexos?


2- Elabore uma síntese sobre as conclusões a que chegou.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Postal Antigo - Reprodução de Arte - Circulado em 1908


Postal Antigo - Reprodução de Arte - Saleiros - Aveiro; Óleo sobre madeira; 1984 - Original de Cândido Teles


Powerpoint sobre a gestão de resíduos hospitalares


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Biografia - Francisco José de Goya Y Lucientes

Pintor espanhol de finais do séc.18 e princípios do séc. 19.
Nasceu em Fuentedetodos, Aragão, Espanha, em 30 de Março de 1746; 
morreu em Bordéus, França, em 16 de Abril de 1828.

Filho do mestre dorador José de Goya e de Gracia Lucientes, começou os estudos em Saragoça, ensinado pelo pintor José Luzán, instruído em Nápoles, professor na Academia de Desenho de Saragoça, e foi, mais tarde, em Madrid, pupilo do pintor da corte espanhola Francisco Bayeu, tendo casado com a irmã deste em Julho de 1773.

Em 1770 foi para Itália continuar os estudos, pelos seus próprios meios, regressando no ano seguinte a Saragoça, onde foi encarregado de pintar frescos para a Catedral local. este trabalho foi executado a espaços durante os dez anos seguintes, até que se incompatibilizou com a Junta da Fábrica [da Basílica de Nossa Senhora] do Pilar.

Em 1775, tendo passado a viver em Madrid, chamado pelo seu cunhado, Francisco Bayeu, foi encarregue de pintar a primeira série de cartões, de um lote que acabaria por chegar em 1792 às 60 pinturas, para a Real Fábrica de Tapeçarias de Santa Bárbara. Neste trabalho foi dirigido pelo artista alemão Anton Raphael Mengs, um dos expoentes do Neoclassicismo, e director artístico da corte espanhola, com o título de Primeiro Pintor da Câmara.

Em 1780 foi eleito membro da Real Academia de São Fernando de Madrid, sendo admitido com um quadro intitulado «Cristo na Cruz». Em 1785 tornou-se director-adjunto de pintura da Academia e no ano seguinte foi nomeado pintor do rei Carlos III. Desta época pertencem os primeiros retratos de personagens da corte espanhola, que começaram com o quadro do Conde de Floridablanca (1783), continuando com o retrato de «Carlos III, caçador» e que terminam com os quadros oficiais do novo rei, Carlos IV, e rainha, Maria Luísa (1789). Retratos em poses convencionais, mas de uma elegância que os relaciona com os retratos de Velasquez. 

Nomeado Pintor da Câmara pelo novo rei de Espanha, Goya torna-se neste período, que acabará em 1808, com a invasão francesa da Espanha, o artista mais bem sucedido de Espanha naquela época. Em 1792, viajando pela Andaluzia, sem autorização real, adoece gravemente, só se restabelecendo em Abril de 1793, ficando surdo. São desta época as pinturas de gabinete que representam cenas que representam diversões típicas, mas que terminaram em 1799 com «O Manicómio». 

Dessa viagem pelo sul de Espanha nasce a amizade com a duquesa de Alba, que retratará, assim como ao seu marido, em 1795. Em 1796 e 1797 Goya visitará  em estadias prolongadas a duquesa de Alba nas suas propriedades na Andaluzia, começando a produzir as gravuras em áqua-tinta a que dará o nome de «Os Caprichos», e que acabarão por constituir uma longa série de 80 gravuras. Quando as termina, em Fevereiro de 1799, coloca-as à venda na loja de perfumes por baixo da sua casa em Madrid. Mas progressivamente vai retirando-as de venda, possivelmente por se reconhecer terem referências a pessoas conhecidas.

Em 31 de Outubro de 1799 foi nomeado Primeiro Pintor da Câmara, com direito a coche. Em 1803 deu ao rei as chapas dos «Caprichos», em troca de uma pensão para o filho Francisco Xavier, nascido em Dezembro de 1784. Em 1798, começa a sua segunda época de retratos de figuras públicas, pintando o ministro Jovellanos e o embaixador francês Guillemardet, passando pelo seu  famoso retrato da família real espanhola (1800-1801) e terminando nos retratos, do marquês de San Adrián (1804) e de Bartilé Sureda (1806).

Em 1808, o general Palafox chama-o a Saragoça para pintar as ruínas e episódios da defesa heróica da cidade contra os franceses. Mas em Dezembro de 1809 Goya jura fidelidade a José Bonaparte, «nomeado» rei de Espanha pelo irmão Napoleão, imperador dos franceses, recebendo em 1811 a condecoração da Ordem Real de Espanha. É desta época a realização dos «Desastres da Guerra» que se prolongarão até 1820, e que, devido ao seu estilo impressionista influenciarão pintores franceses do século XIX, como Monet.

Em 1814, começando o seu processo de «purificação» das suspeitas de colaboracionismo com o regime do «rei José», entrega os primeiros testemunhos que declaram que Goya não era afecto ao governo intruso, pintando os quadros «O Dois de Maio ou a Carga dos Mamelucos» e os «Fuzilamentos da Moncloa», para perpetuar a resistência e a luta do povo espanhol contra Napoleão Bonaparte. Em Dezembro termina o quadro equestre do general Palafox.

No ano seguinte a Inquisição abre um processo por obscenidade pela suas «Majas», mas o pintor consegue a «purificação», sendo-lhe restituído a função de Primeiro Pintor da Câmara. Pinta vários retratos de Fernando VII, após a sua restauração, evocando melhor que ninguém a personalidade cruel do rei.

Com o fim do triénio liberal (1820-1823), o falhanço de uma nova tentativa de instauração de um regime liberal em Espanha (1824), e o reacender das perseguições, pede autorização para ir para França, para as Termas de Plombières, por motivos de saúde, partindo em Maio de 1824.

Em Setembro desse ano instala-se em Bordéus, morrendo em 1828.

Fontes: 
Enciclopédia Britânica

Biografia retirada daqui

EFA - STC - NG1 - DR1 - Ficha de Trabalho nº2 - Equipamentos Domésticos - Sociedade, Tecnologia e Ciência



Conteúdo - Origami - Sapo Saltitão


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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Powerpoint sobre o ciclo de vida de dois produtos


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Biografia - Marcus Gheeraerts, o Moço

Retratista flamengo de finais do séc. XVI, princípios do XVII.

Nasceu em 1562; 
morreu em Londres em 1636

Retratista flamengo, nascido em 1562, viajou para a Inglaterra com o seu pai Marcus Gheeraerts, o Velho (c.1530-c.1590), um gravador e pintor que se estabeleceu em Londres em 1568. 

Marcus o Moço foi provavelmente o principal retratista da sociedade londrina no pico de sua carreira. A sua popularidade começou a diminuir a partir de 1615, não sendo fácil distinguir o seu trabalho de alguns dos seus contemporâneos. 

A obra mais famosa que lhe é atribuída é o extraordinário retracto em tamanho real da rainha Isabel I conhecido pelo retrato de «Ditchley». O quadro pintado por volta de 1592 pertence à National Portrait Gallery de Londres, retracta a rainha de pé sobre um mapa de Inglaterra.

Biografia retirada daqui

EFA - STC - NG1 - DR1 - Ficha de Trabalho nº4 - Equipamentos Domésticos - Sociedade, Tecnologia e Ciência



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Vídeo - Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

Powerpoint sobre Reciclagem


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Biografia - Guido Gagnacci

Pintor italiano do século XVII

Nasceu em San Arcangelo di Romagna, Itália,  em 20 de Janeiro de 1601; morreu em Viena, Áustria, em 1663.

Pintor italiano, estudou em Bolonha com Guido Reni de 1616 a 1621, indo depois para Roma onde  terminou a sua educação com Guercino.

A sua primeira obra documentada, a Procissão do Santíssimo (1627, na Igreja paroquial de Saludecio), fazia parte de um projecto mais vasto que nunca foi concretizado. Para a mesma igreja pintou, na mesma altura, um quadro sobre São Sixto II.

Em 1628 vivendo em Rimini, tentou raptar uma viúva aristocrata, a condessa Teodora Stivivi, para obrigar a família a consentir no seu casamento. A tentativa fracassou, fazendo com que Teodora entrasse num convento, donde só saiu para casar de novo, e teve consequências para o pintor que afectaram o decurso da sua carreira. 

Trabalhou nos arredores de Rimini até 1631, tendo pintado algumas obras importantes, caracterizadas por um claro-escuro dramático, que parece sugerir que esteve em contacto com discípulos de Caravaggio, sobretudo Orazio Gentileschi, em Roma.

De 1642 a 1644 esteve em Forli, na capela da Madonna del Fuoco, onde pintou algumas das suas principais obras, mas teve de abandonar o trabalho, quando se soube o que se tinha passado em Rimini. Foi para Faenza, depois Bolonha e finalmente Veneza, onde já trabalhava em 1648, tendo aí vivido mais de dez anos, começando por usar um nome falso.

É a época em que deixa de ter encomendas de instituições religiosas, e começa a trabalhar para particulares oferecendo-lhes quadros de mulheres famosas, como Lucrécia, Cleópatra, Maria Madalena -, e obras com motivos alegóricos.

O fim da sua vida passou-o em Viena, na corte de Leopoldo I, onde viveu de 1660 até à sua morte ocorrida em 1663, tendo aí pintado algumas das suas principais obras.

Quando se soube da sua morte em Rimini, Monsenhor Giacomo Villani escreveu no seu diário: «pintor de feliz engenho, mas de infeliz fortuna».

Fonte:
Grove Dictionary of Art

Biografia retirada daqui